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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poesia também é feita de música....
E esses textos falam ao meu coração;

Eu

Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!



Certas coisas

(Lulu Santos)

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Lyric:

Não existiria som se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor
Não diz tudo que quer dizer
Tudo que cala fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Tem certas coisas que eu não sei dizer

domingo, 4 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Até quando?

Até quando estarás triste minha alma?
Até quando suspirarás de dor e sofrimento?
Será que um coração ferido, pode bater de novo?
Amar de novo, com a mesma esperança, ternura e inocência de outrora?
Pobre coração, onde havia um jardim sagrado,
Regado e adornado com as mais lindas flores...

Até quando eu esperarei por você?
Eis que as flores de breve vida murcharam
As árvores já estão sem folhas
As águas secaram levando o frescor e a beleza da vida

E a cada dia que passa, tudo em volta perde a graça
Nada resta além de poeira, terra e cinzas
Será que algum dia ressurgirá nesse deserto a vida?
Olho para ele e às vezes, chego a ver miragens....

Por breves momentos, sinto o calor, a alegria
Mas no final do dia, tudo não passou de ilusão
Apenas mais uma decepção, e aquela projeção perfeita
Só agrediu ainda mais minha alma e meu coração...

Cada pedra que ali está, alimenta um muro de proteção
Com o tempo fica maior sua extensão
Forte e impenetrável como uma fortaleza
Cresce a descrença e a tristeza que sufocam meu coração

Ah se um dia me encontrares, perdoe-me
Não fui forte o bastante para te esperar
Predadores me saquearam sem pudor
Roubaram minha inocência, meu valor
E destruíram os tesouros que eu guardava somente para lhe dar

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Torna Surriento

Luciano Pavarotti
Composição: Ernesto De Curtis

Viede 'o mare quant'è bello
Spira tantu sentimentu
Comme tu a chi tiene mente
Ca scetato 'o fai sunnà,
Guarda guà chisto ciardino;
Siente, siè, sti sciure arance:
Nu prufumo accussi fino
Dint'o core se ne va...
E tu dice: "Ìparto, addio!"
T'alluntane da stu core...
Da sta terra de l'ammore
Tieno 'o core 'e nun turnà?
Ma nun me lassà,
Nun darme stu turmiento!
Torna a Surriento, famme campà!
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Era tão difícil resistir. Eu queria me deixar levar pelo desejo, abraçá-lo, tocá-lo, deixar o corpo dele se afundar no meu; sentir o calor que emanava dele, compartilhar com ele todo prazer que queríamos sentir e muitas vezes essa necessidade apagava todas as outras coisas...

Dentro desse corpo relutante, minha carne grita por você, te deseja a cada dia mais intensamente...e quando estamos distantes, meu espírito geme, clamando por socorro, e explode num choro que não consigo controlar...Será que amanhã cedo, regalados e satisfeitos você ainda vai me amar?