Até quando estarás triste minha alma?
Até quando suspirarás de dor e sofrimento?
Será que um coração ferido, pode bater de novo?
Amar de novo, com a mesma esperança, ternura e inocência de outrora?
Pobre coração, onde havia um jardim sagrado,
Regado e adornado com as mais lindas flores...
Até quando eu esperarei por você?
Eis que as flores de breve vida murcharam
As árvores já estão sem folhas
As águas secaram levando o frescor e a beleza da vida
E a cada dia que passa, tudo em volta perde a graça
Nada resta além de poeira, terra e cinzas
Será que algum dia ressurgirá nesse deserto a vida?
Olho para ele e às vezes, chego a ver miragens....
Por breves momentos, sinto o calor, a alegria
Mas no final do dia, tudo não passou de ilusão
Apenas mais uma decepção, e aquela projeção perfeita
Só agrediu ainda mais minha alma e meu coração...
Cada pedra que ali está, alimenta um muro de proteção
Com o tempo fica maior sua extensão
Forte e impenetrável como uma fortaleza
Cresce a descrença e a tristeza que sufocam meu coração
Ah se um dia me encontrares, perdoe-me
Não fui forte o bastante para te esperar
Predadores me saquearam sem pudor
Roubaram minha inocência, meu valor
E destruíram os tesouros que eu guardava somente para lhe dar
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Torna Surriento
Luciano Pavarotti
Composição: Ernesto De Curtis
Viede 'o mare quant'è bello
Spira tantu sentimentu
Comme tu a chi tiene mente
Ca scetato 'o fai sunnà,
Guarda guà chisto ciardino;
Siente, siè, sti sciure arance:
Nu prufumo accussi fino
Dint'o core se ne va...
E tu dice: "Ìparto, addio!"
T'alluntane da stu core...
Da sta terra de l'ammore
Tieno 'o core 'e nun turnà?
Ma nun me lassà,
Nun darme stu turmiento!
Torna a Surriento, famme campà!
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Era tão difícil resistir. Eu queria me deixar levar pelo desejo, abraçá-lo, tocá-lo, deixar o corpo dele se afundar no meu; sentir o calor que emanava dele, compartilhar com ele todo prazer que queríamos sentir e muitas vezes essa necessidade apagava todas as outras coisas...
Dentro desse corpo relutante, minha carne grita por você, te deseja a cada dia mais intensamente...e quando estamos distantes, meu espírito geme, clamando por socorro, e explode num choro que não consigo controlar...Será que amanhã cedo, regalados e satisfeitos você ainda vai me amar?
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